“Segundo elas: a Resistência”

Série documental para TV de 8 episódios de 13’ cada.

A Ditadura Militar (1964.-1985) no Olhar das Mulheres.

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“Segundo elas: a Resistência”, é a história de vida, de luta e de resistência de mulheres brasileiras que na época da ditadura militar formaram parte de diferentes movimentos revolucionários para resistir ao período mais repressivo e violento que viveu o Brasil.

 

As dificuldades de ser mulher, militante e de esquerda não afastaram elas de seus ideais de luta.

Cada episódio, em forma de homenagem, terá como protagonista uma militante.

 

Rose Nogueira, Ação Libertadora Nacional (ALN).

Criméia de Almeida, PC do B.

Eleonora Menicucci, Partido Comunista, POLOC, POC.

Guida do Amaral, Ala Vermelha.

Rita Sipahi, Ação Popular (AP) e PRT.

Vilma Amaro, Partido Operário Revolucionário Trotskista.

Cida Costa, Aliança Libertadora Nacional (ALN) - GTA.

Rosalina de Santa Cruz, VAR-Palmares.

 

A mulher brasileira militante, corajosa e comprometida com as reformas para um Brasil mais justo.

 

Somando ao relato das protagonistas teremos o depoimento das seguintes profissionais:

Maria Beatriz Vannuchi, Psicanalista e analista institucional.

Maria Rita Kehl, Psicanalista, jornalista, escritora.

Rosa Cardoso, Advogada.

Vera Lúcia Vieira, Doutora em historia.

Mariana Joffily, Doutora em historia social.

Glenda Mezarobba, Cientista política.

“Segundo elas: a Resistência”tem o apoio do Silvio Tendler e como a sua produtora

a “Caliban Cinema e Conteúdo” tem um dos maiores acervos de imagem e som do Brasil

vai ceder o material de arquivo da época.

Canal da série documental no Youtube.

https://www.youtube.com/channel/UCWy2g9vGJ16hEeqJQHf2vIQ

 

Para sua finalização (Janeiro 2022) o projeto precisa de apoio econômico.

PIX CPF: 232.084.558-52

Roberto Fernández

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Muito obrigado!

Apresentação da obra

O historiador Eric Hobsbawm disse que o século XX foi o século das mulheres.

A afirmação do historiador inglês pode ser percebida na História brasileira do referido século, principalmente durante a ditadura militar.

A partir da década de 1950, no Brasil, as mulheres representaram o segmento da população que mais

teve mudanças em suas relações sociais, de trabalho, familiares e nas questões políticas.

Isto trouxe mudanças no seu comportamento e na sua subjetividade, possibilitando a inserção

de novos valores e novas perspectivas.

Tiveram que enfrentar uma sociedade extremamente machista que estereotipava e tentava impor às mulheres formas de agir, pensar e se portar.

Dentro da própria esquerda o estes estereótipos eram reproduzidos, fazendo com que as militantes políticas que enfrentaram a ditadura tivessem que combater o machismo dentro de suas próprias organizações também, seja na luta armada, nas greves operárias ou nos movimentos populares nas periferias e nas áreas rurais. Enfrentaram a truculência de cunho patriarcal e racista da repressão política.[1]

 

[1] Maria Amélia de Almeida Teles: Autora de inúmeros artigos sobre o tema, é militante feminista histórica, diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora-chefe do Núcleo de Pesquisas do IBCCRIM, coordenadora do Projeto: Promotoras Legais Populares e do Centro de Orientação e Formação de Mulheres. Como militante política do PC do B, foi presa política

na ditadura (1964-1985), junto com o marido e com os seus 2 filhos, ambos pequenos.

Os episódios terão trilha sonora original.

O ritmo da edição será calmo, já que o protagonista será o conteúdo, o relato.

Desse modo “Segundo elas: a resistência”, estimulará ao debate e à reflexão sobre a importância de viver num país onde se respeitem os direitos do cidadão.

     A Memória

A reconstrução da memória coletiva têm uma função primordial na evolução das relações humanas

e é fundamental para a vida social.

A memória constitui a base sobre a qual a sociedade fortalece seus valores.

    Relevância

A série documental traze à memória essa época escura do nosso país, focado na resistência à ditadura militar das mulheres militantes.

É muito importante poder contar esse momento da história do Brasil.

Só esclarecendo os fatos, conhecendo o que aconteceu nesse período podermos entender o presente

e construir um futuro digno, com igualdade de oportunidades.

Contar essas histórias é um resgate da nossa própria memória.

    Justificativa

A través da arte, ferramenta importantíssima para o desenvolvimento da humanidade, recuperaremos essas histórias de vida, de luta, de resistência, para refletir sobre a importância da Democracia e do fortalecimento dos Direitos Humanos.  A memória como base de construção.

    Defesa de sua relevância artística

“Segundo elas: a Resistência”, será realizado sob o gênero documentário tendo como referência

Escola Inglesa de Documentário fundada pelo cineasta John Grierson.

Usaremos o modo expositivo (o documentário clássico) em virtude da importância do tema, em virtude de trabalhar com a memória. 

Vindo de uma formação em ciências humanas, Grierson se preocupava com o despreparo do cidadão comum para discutir e opinar sobre questões complexas da sociedade moderna.

Perseguia a ideia que o documentário devia servir a sociedade.

Como Grierson, penso que o documentário é um ótimo instrumento de educação e fundamental

na formação do caráter dos jovens cidadãos.

 

“O documentário é apenas o tratamento criativo da realidade. Assim, a montagem de sequências deve incluir não somente a descrição e o ritmo, mas o comentário e o diálogo”. 

Grierson e a Escola Inglesa de Documentário.

Rita Sipahi  1' 21"