“Segundo elas: a Resistência”

Série documental para TV de 8 episódios de 13’ cada.

A Ditadura Militar (1964.-1985) no Olhar das Mulheres.

“Segundo elas: a Resistência”, é a história de vida, de luta e de resistência de mulheres brasileiras que na época da ditadura militar formaram parte de diferentes movimentos revolucionários para resistir

ao período mais repressivo e violento que viveu o Brasil.

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Cada episódio, em forma de homenagem, terá como protagonista uma militante.

A mulher brasileira militante, engajada e comprometida com as reformas para um Brasil mais justo.

Participarão da serie:

 

Rose Nogueira, Ação Libertadora Nacional (ALN);

Criméia de Almeida, Partido Comunista do Brasil (PC do B);

Eleonora Menicucci, Partido Comunista, POLOC, PPOC.

Margarida Maria do Amaral Lopes, Ala Vermelha;

Rita Sipahi, Ação Popular (AP) e PRT.

Vilma Amaro, Partido Operário Revolucionário Trotskista;

Cida Costa, Aliança Libertadora Nacional (ALN) - GTA.

Rosalina de Santa Cruz, VAR-Palmares;

Somando ao relato da protagonista cada episódio terá o depoimento de uma profissional.

 

Profissionais que confirmaram a sua participação:

 

Janaina Teles, Historiadora.

Maria Beatriz Vannuchi, Psicanalista e analista institucional.

Maria Rita Kehl, Psicanalista, jornalista, escritora.      

Rosa Cardoso, Advogada.

Glenda Mezarobba, Cientista política.

Apresentação da obra

O historiador Eric Hobsbawm disse que o século XX foi o século das mulheres.

A afirmação do historiador inglês pode ser percebida na História brasileira do referido século, principalmente durante a ditadura militar.

A partir da década de 1950, no Brasil, as mulheres representaram o segmento da população que mais

teve mudanças em suas relações sociais, de trabalho, familiares e nas questões políticas.

Isto trouxe mudanças no seu comportamento e na sua subjetividade, possibilitando a inserção

de novos valores e novas perspectivas.

Tiveram que enfrentar uma sociedade extremamente machista que estereotipava e tentava impor às mulheres formas de agir, pensar e se portar.

Dentro da própria esquerda o estes estereótipos eram reproduzidos, fazendo com que as militantes políticas que enfrentaram a ditadura tivessem que combater o machismo dentro de suas próprias organizações também, seja na luta armada, nas greves operárias ou nos movimentos populares nas periferias e nas áreas rurais. Enfrentaram a truculência de cunho patriarcal e racista da repressão política.[1]

 

[1] Maria Amélia de Almeida Teles: Autora de inúmeros artigos sobre o tema, é militante feminista histórica, diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora-chefe do Núcleo de Pesquisas do IBCCRIM, coordenadora do Projeto: Promotoras Legais Populares e do Centro de Orientação e Formação de Mulheres. Como militante política do PC do B, foi presa política

na ditadura (1964-1985), junto com o marido e com os seus 2 filhos, ambos pequenos.

Relevância

A série documental traze à memória essa época escura do nosso país, focado na resistência à ditadura militar das mulheres militantes.

É muito importante poder contar esse momento da história do Brasil.

Só esclarecendo os fatos, conhecendo o que aconteceu nesse período podermos entender o presente

e construir um futuro digno, com igualdade de oportunidades.

Contar essas histórias é um resgate da nossa própria memória.

Justificativa

A través da arte, ferramenta importantíssima para o desenvolvimento da humanidade, recuperaremos

essas histórias de vida, de luta, de resistência, para refletir sobre a importância da Democracia e fortalecer

os Direitos Humanos.

É fundamental lembrar como eram os tempos da ditadura militar no Brasil através dessas mulheres resistentes.

A memória como base de construção.

Defesa de sua relevância artística

“Segundo elas: a Resistência” será realizado sob o gênero documentário tendo como referencia

a Escola Inglesa de Documentário fundada pelo cineasta John Grierson.

 

Usaremos o modo expositivo (o documentário clássico) em virtude da importância do tema, em virtude

de trabalhar com a memória.

Os depoimentos serão acompanhados de imagens que comprovarão o dito.

Vindo de uma formação em ciências humanas, Grierson se preocupava com o despreparo do cidadão

comum para discutir e opinar sobre questões complexas da sociedade moderna.

Perseguia a ideia que o documentário devia servir a sociedade.

 

Como Grierson, penso que o documentário é um ótimo instrumento de educação e fundamental na formação do caráter dos jovens cidadãos.

 

A escolha desta linha estética justifica-se pela possibilidade de trazer à tona a testemunha das protagonistas, o depoimento de professionais que trabalham em defesa dos Direitos Humanos e material de arquivo para lembrar os fatos marcantes dessa época.

 

Debates reais e latentes que encontrarão na serie documental uma janela para o diálogo com um maior número de espectadores sobre a importância da militância, de se comprometer com a democracia.

Para contar essas histórias de vida tão ricas em informação, o gênero documental demonstra-se enquanto

a linha artística mais adequada para melhor valorização e aproveitamento do conteúdo disponível sobre

o tema a ser captado.

 

Desse modo esperamos que a série estimule ao debate e à reflexão.

A série tem o apoio do Silvio Tendler e como a sua produtora a “Caliban Cinema e Conteúdo”

tem um dos maiores acervos de imagem e som do Brasil vai ceder o material de arquivo da época.

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Nesse momento a produtora está procurando apoio financeiro para produzir a série.

Segundo Elas - Promo  1' 46"

Segundo Elas - Promo - Leg. espanhol  4' 41"

https://vimeo.com/465462662